As esperanças de um novo governo



O segundo turno das eleições apontou para o novo Presidente do Brasil. Luiz Inácio Lula da Silva, em um inédito terceiro mandato, está a frente do país nos representando diante de todo o mundo. Para o setor do meio ambiente, há grandes esperanças, afinal, trata-se do mandatário responsável pela maior queda no desmatamento da historia: quando a taxa caiu em 67% (Instituto Nacional de Pesquisas - INPE).


Para os/as especialistas, a principal tarefa nesse novo governo é frear, justamente, o desmatamento atual - mais de 70% de área destruída da floresta, segundo INPE . Para tanto, o primeiro passo é fortalecer instituições que, no governo Bolsonaro, foram enfraquecidas, sucateadas e que sofreram tentativa de apagamento ano após ano - como comprova o relatório divulgado em agosto pelo Instituto Socioambiental (ISA) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ e publicizado pelo InfoAmazônia.


Ibama, ICMBIO, Fundação Nacional do Índio e Ministério do Meio Ambiente são os principais Órgãos de monitoramento e fiscalização que precisam se remontados e incentivados após quatro anos de fragilização das políticas de preservação e conservação do meio ambiente. "Atualmente, essas instituições não têm recursos humanos e nem financeiros nem para funcionar, quem dirá funcionar bem", declarou a ecóloga Erika Berenguer ao G1.


Ricardo Salles, que foi ministro do Meio Ambiente entre janeiro de 2019 e junho de 2021, exonerado de seu cargo por investigação criminal por atuação ilegal em favor de madeireiros (Brasil de Fato), em 2023 atuará como deputado federal por São Paulo. E apesar de representar um antagonista na nova composição do Congresso Nacional, tem dado entrevistas reconhecendo o novo mandatário.



Em outra a ponta, a também eleita como deputada federal por São Paulo e também ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (REDE) - porém, diferentemente de Salles, considerada a melhor ministra da pasta que o Brasil já teve - soma aos/as parlamentares de esquerda que farão frente a"bancada do boi", onde Salles certamente se localiza. Onze anos depois, de volta ao Congresso, Silva acena para uma forte recomposição e ampliação dos quadros técnicos e dos orçamentos dos órgãos fragilizados no atual governo.


E para nós que votamos, e para aqueles/as que precisam aceitar o novo mandato também, resta acompanhar a transição, desejando que seja bem sucedida, e torcendo para que promessas sejam cumpridas e para que retomemos o fôlego em trilhar o caminho da sustentabilidade no Brasil. Em tempo, a participação social é o que materializa e concretiza a democracia, tão pautada nas eleições deste ano e fundamental para a evolução do pais.

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