Outubro rosa, uma agenda política



Você já deve estar acostumado/a com algumas chamadas na mídia para "Setembro Amarelo"e, no mês de outubro, "Outubro Rosa" - período internacionalmente conhecido para fomentar a luta contra o câncer de mama. Mas por que isso acontece?


A ideia começou em 1990, quando foi criada a primeira Corrida pela Cura do câncer de mama, nos Estados Unidos. O evento foi organizado pela Fundação Susan G. Komen com o objetivo de conscientizar mais mulheres a fazerem os exames necessários para o diagnostico precoce da doença (mamografia) e, assim, evitar maiores prejuízos a saúde ginecológica.


O publico que se inscreveu no evento esportivo recebeu, cada um/a, um laço de cor rosa - o que se tornou um simbolo pela luta contra o câncer de mama desde então. Esse movimento, a cada ano, foi tomando cada vez mais proporção e, hoje, é lembrado internacionalmente, quando empresas e projetos buscam realizar campanhas de incentivo entre suas colaboradoras e sua clientela e/ou pessoas envolvidas e, dessa forma, ampliar a divulgação sobre a importância do exame preventivo e informações sobre a possibilidade de cura.


O Outubro Rosa complementa uma agenda politica para o comércio e com forte ação midiática, fazendo com que maior numero de pessoas acessem a informação de que: o câncer de mama tem cura e é causado pelo crescimento anormal das células que vão aumentando sua proporção até que possa ser caracterizado como um tumor maligno. E, ainda mais importante: uma maneira de detectar o problema é quando a mulher, sem a necessidade de ajuda médica nesta etapa, realiza o autoexame - um toque ao redor das suas mamas - para buscar sentir a presença ou a ausência de um caroço no meio do seio ou um nódulo nas axilas.


Consideramos tal campanha como uma agenda política justamente porque o comércio, junto as suas ações na mídia, é um setor importante no que diz respeito ao alcance de publico e no lugar de usar 100% do seu tempo com suas demandas particulares, utilizam uma parcela para informar as pessoas com eles relacionadas sobre a importância da prevenção e do tratamento do câncer de mama.


Vale lembrar que o Sistema Único de Saúde-SUS realiza mamografias de maneira gratuita. Em 2021, foram registrados 3.497.439 de exames concluídos, inclusive em pessoas do sexo masculino que possuem menor taxa de diagnosticados, porém, é importante frisar de que os homens não estão livres da doença.


Além disso, atualmente, o governo abriu consulta publica para atualização das diretrizes diagnosticas e terapêuticas do carcinoma de mama e as pessoas podem responder ao questionário no papel de pacientes; familiar, amigo/a ou cuidador/a de paciente; integrante de organização da sociedade civil; profissional da saúde; empresa; empresa fabricante de tecnologia avaliada; e qualquer interessado/a no tema. Lembramos que a participação do publico em consultas é sempre muito importante para que possamos nos manter informados/as e participativos/as das ações realizadas por nossos/as representantes.


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