Dia da Mulher - Dia de luta

Miriam Duailibi

Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-plana-do-dia-internacional-da-mulher_22911614.htm


Desde o início do século XX, 1911, se comemora o Dia Internacional da Mulher, apesar da data apenas ter sido oficializada em 1975.


Já no século 19, quando trabalhadoras enfrentavam condições extenuantes e aviltantes de trabalho, com longas jornadas e péssima remuneração, grupos que defendiam os diretos das mulheres apresentavam argumentos para que a data fosse criada.


A escolha do dia 8 de março como o Dia da Mulher teve sua origem provável na mobilização realizada por mulheres russas no ano de 1917, durante a Revolução Russa, para clamar por melhores condições de vida e de alimentação dada a fome que grassava no seio da população empobrecida pela Primeira Guerra Mundial.

Após mais de um século, esta data ocorre enquanto uma guerra acontece naquela região do mundo. E, assim como em 1911, o que mais se vê são filas imensas de mulheres carregando seus bebês no colo, levando suas crianças pelas mãos e amparando os/as idosos/as da família rumo à locais mais seguros.


O Dia da Mulher não pode ser um dia somente de comemoração, mas sim uma data para honrar a luta e a coragem das mulheres, de muitas gerações, que através do tempo persistem em lutar por paz, por melhor qualidade de vida, por justiça social, por moradia, por educação, por saúde, por oportunidades de trabalho e salários equitativos aos dos homens que exercem a mesma função.


Apesar de muitas conquistas, ainda persistem abusos incompreensíveis como o desrespeito à condição feminina e às especificidades de gênero. Em nosso país, ainda há muito pelo que lutar: contra a objetificação do corpo da mulher, os comentários sexistas como o do parlamentar brasileiro que considerou mulheres pobres como fáceis, ou ainda outro representante do povo que ousou passar a mão em uma colega do legislativo, ou ainda como a autoridade máxima do país que afirmou não ter estuprado uma deputada federal por ela ser feia...


Se olharmos pelo viés socioambiental veremos que estamos muito longe de ter algo a comemorar. São as mulheres as que mais sofrem os efeitos das mudanças climáticas. São ela que percorrem longos caminhos para ter acesso à água; são elas que aram o solo seco em busca de alimento; que enfrentam as filas para conseguir vagas nas creches e nas escolas; que lotam as salas de espera das unidades de saúde com seus bebês no colo vítimas de doenças de veiculação hídrica, causadas pela falta de saneamento básico, de moradia digna...


Não há muito a comemorar, mas muito pelo que lutar. Que no mês de março dediquemos nossas reflexões á força, à coragem e à resiliência das mulheres do mundo.




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