Dia da Terra

Míriam Duailibi



Fonte: Rawpixel Ltd.


O Dia da Terra, comemorado globalmente no dia 22 de abril, nos convida a refletir sobre o que está acontecendo neste momento em que você lê esta postagem. O que deve ser o foco de nossa atenção, para além das questões do cotidiano?


Em um mundo e, especialmente, em um país onde a luta pela sobrevivência diária é árdua, é compreensível que as pessoas priorizem pensar nas necessidades imediatas de suas famílias, no entanto, é necessário pensar no contexto geral uma vez que suas consequências sobre a vida particular de cada um dos mais de 7 bilhões de habitantes do Planeta se faz sentir duramente e deve se acentuar rapidamente se não pararmos para pensar e agir.


Neste século, o contexto global exerce uma pressão sem precedentes em nossa existência individual. As ameaças à democracia, a guerra inesperada no continente europeu, as sequelas sanitárias, físicas e econômicas da pandemia da Covid 19, a epidemia de fake News, a inflação diminuindo ainda mais o poder de compra da população, as diversas formas de violência que exacerbam o medo e nossa liberdade de ir e vir se somam à crise climática planetária, cujas consequências dramáticas acentuam todas as mazelas individuais.


O cenário atual não permite mais que nos preocupemos apenas com a nossa individualidade, com a família, a comunidade, com o nosso pedaço neste imenso Planeta. Não estamos a salvo. Todas as pessoas em todos os lugares estão em situação de insegurança de vários matizes. A principal delas refere-se à Terra, tão espoliada, maltratada e desprezada.


Precisamos lembrar que ela é Gaia, organismo vivo, como nos ensina a ciência, é Pacha- Mama, como proclamam as populações tradicionais de Sul América, é a Mãe-Terra, como a denomina a ONU.


Ou tomamos consciência de que precisamos recuperar o equilíbrio da vida, tecido pela Natureza há bilhões de anos ou não haverá saída para a continuidade de nossa trajetória enquanto espécie neste Planeta.


Neste Dia da Terra devemos reafirmar nosso compromisso com a Vida, em todas suas formas, respeitando os ecossistemas, restaurando o que foi destruído, abandonando o individualismo, tão antagônico às redes de cooperação que mantem a vida, o consumo irresponsável, a competição e a ganância.


Devemos nos mobilizar para enfrentar os desafios que se apresentam como coragem, solidariedade, empatia, conhecimento, emprenho, criatividade e engenhosidade. Não vamos deixar que o futuro da humanidade seja decidido na nossa ausência. Podemos redesenha-lo, vivendo simplesmente, para que todos possam simplesmente viver, como nos ensinou Ghandi.


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