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ESG, greenwashing e feminismo: Miriam Dualibi, presidente do Instituto Ecoar, participa do podcast Lendárias e Portuárias

No dia 01 de março, a presidente do Instituto Ecoar, Miriam Dualibi, participou do podcast Lendárias e Portuárias, programa que faz parte do canal Juicy Santos e conta histórias de mulheres atuantes pelos portos do Brasil

 

No episódio, a mediadora Ludmilla Rossi conversa com Miriam e Tatiana Nascimento, atuante há 10 anos na área de comércio exterior, abordando sobre questões feministas e temas como ESG - Environmental, Social and Governance, sigla em inglês que significa “sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa” e que trata-se de um conjunto de práticas e ações que medem o desempenho da sustentabilidade de uma empresa e podem definir se esta é, de fato, uma instituição socialmente sustentável, consciente e gerenciada de maneira correta dentro desses fatores. Em contrapartida, explicam também referente ao chamado greenwashing, que são ferramentas de marketing e publicidade utilizadas por empresas para “forjar” sustentabilidade em sua marca ou produto.

 

O bate-papo inicia comentando sobre a relevância da mulher enquanto profissional. “Eu não sou enfeite”, disse Miriam, se referindo a mulher não ser vista como um ornamento no seu local de trabalho, mas sim de igual para igual. Ela relembra sobre quando começou a trabalhar em causas voltadas ao público feminino, como quando tornou-se presidente do Banco da Mulher. “Era uma instituição que dava crédito às mulheres pequenas empreendedoras. Pra você ter uma ideia, aqui no Brasil, a mulher para ter empréstimo no banco precisava ter o aval ou do pai, se fosse solteira, ou do marido, se fosse casada”. O Banco da Mulher foi um alento na vida de muitas mulheres no Brasil porque a gente não só dava os empréstimos, mas também prestávamos assistência técnica, em gestão, o que fazia uma baita diferença”.

 

Miriam conta que, aos poucos, no decorrer de seu trabalho em gestão e renda, ela foi se interessando também por causas que prezassem a sustentabilidade. “Comecei a me dedicar às questões ambientais e a partir daí eu fui me aproximando cada vez mais e trazendo pro tema ambiental a visão social, que sempre foi muito forte em minha trajetória”.  Surge, então, o Instituto Ecoar, projeto presidido por Miriam até hoje, há 31 anos.



Atualmente, Dualibi também é especialista em ESG e comenta do problema gerado pelo greenwashing. “O greenwashing é uma realidade. Nesse ponto, eu acho que a tecnologia, com as redes sociais e a internet, tem ajudado bastante, pois isso é denunciado. Você denuncia isso na rede e o prejuízo de imagem é muito grande”. Tatiana acrescenta sobre como o assunto interfere também no setor de comércio exterior. “Os próprios importadores já estão fazendo com que as práticas de ESG sejam exercidas por toda a cadeia. Recentemente, ti vemos auditoria em que foi abordado todo esse tripé e que, se não é uma coisa que está sendo praticada, não tem como seguir não sendo praticado daqui pra frente. Foi quando decidi fazer MBA em ESG porque eu quero estar mais preparada”.

 

As convidadas ainda debatem sobre como é importante a atuação de mulheres nas áreas de formação profissionais que eram, antes, predominantemente masculinas e como isso interfere na atuação feminina em cargos considerados masculinos. “A medida que isso vai mudando, também vai mudando o acesso a esses postos (de trabalho). As empresas deveriam fazer política afirmativa. Só teremos um equilíbrio de gênero, se tiver uma política afirmativa e ter também um outro olhar, de que a mulher é sim capaz de fazer trabalhos desde o campo (...) até os cargos de gestão”, afirma Dualibi. Para acompanhar o bate-papo completo, na íntegra, acesso este link.

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